O que o treino não muda

Antes de falar sobre o que o treino pode fazer, é preciso ser honesto sobre o que ele não faz.
Estrutura óssea é fixa. O formato dos seus quadris, o comprimento do seu fêmur, a largura dos seus ombros, a posição das suas espinhas ilíacas — isso foi definido muito antes de você pisar numa academia. Nenhum exercício alarga um quadril estreito. Nenhum treino afina um ombro largo. Isso não é limitação. É anatomia. Os formatos de corpo variam significativamente entre os indivíduos por fatores genéticos e estruturais.
O problema não é ter uma estrutura diferente da referência que você escolheu. O problema é usar a referência errada como régua.

A proporção como bússola

Existe um conceito que usamos muito na LAB: proporção relativa.
O corpo proporcional não é o corpo que segue um padrão universal — é o corpo em que as diferentes partes se relacionam de forma harmônica entre si. E isso é completamente individual.
A razão cintura-quadril, a relação entre ombros e quadris, o equilíbrio entre cadeia anterior e posterior — esses são os referenciais que fazem sentido para o seu corpo. Não o corpo de outra pessoa.
O treinamento inteligente trabalha com essa lógica. Identifica o que já está presente na sua estrutura, o que pode ser desenvolvido com consistência, e o que precisa de mais atenção para criar equilíbrio.

O que o treino pode (e muito) fazer

O treino muda muita coisa.
Muda a composição corporal. Muda a relação entre massa muscular e gordura. Muda a postura, que por sua vez muda como o corpo é percebido. Muda a firmeza, o volume, o contorno.
Um glúteo bem treinado muda a silhueta de costas. Um core forte muda a postura de frente. Deltoides desenvolvidos equilibram quadris mais largos. Posterior de coxa treinado muda o que aparece no espelho.
Mas tudo isso dentro da sua estrutura. Revelando o que já está lá — não copiando o que está em outra pessoa.

Por que não consigo o corpo que quero – e o que muda quando me faço a pergunta certa

Antes de escolher um programa, escolha a régua certa.
Não pergunte “como eu chego no corpo dela?” Pergunte “como eu revelo a melhor versão do meu corpo?”
São perguntas completamente diferentes. E levam a resultados completamente diferentes.
Na LAB, a gente começa por aí.

 

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